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Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração inicial

História 08 · Ciclo da água 5+

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho

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Num jardim atrás da casa de Bani vivia um lago redondo. De manhã o céu se refletia nele e à noite os sapos davam concertos. Mas um dia, depois de uma tempestade, Bani ouviu um soluço baixo no portão. Uma pequena nuvem estava sentada na poça - cinza, molhada e completamente confusa. “Lembro que sei viajar”, ​​bufou, “mas esqueci o caminho da água”. Bani ajeitou o lenço amarelo e prometeu ajudar.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 2

Os amigos encontraram a primeira pista no lago. O sol aqueceu a água e o ar claro tremeu acima da superfície. “A água está desaparecendo!” - Nuvem estava com medo. Bani levantou a pata: ela permaneceu seca, mas subiu vapor de água quente. O Velho Reed explicou que o sol transforma parte da água em viajantes invisíveis. A palavra “evaporação” parecia familiar para Cloud.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 3

Banhos e Nuvens subiram depois do vapor nas costas do Vento bom. Quanto mais alto voavam, mais frio ficava o ar. Os viajantes invisíveis esfriaram, transformaram-se em pequenas gotas e se reuniram. Primeiro apareceu uma faixa fofa, depois outra, e logo Cloud ficou grande e macio novamente. “Então uma nuvem é um monte de gotículas!” - Bani ficou surpreso.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 4

O vento os levou pelos campos, pela cidade e pelas colinas douradas. A nuvem queria parar em cada lugar bonito, mas o Vento sorriu: “O ar se move o tempo todo, por isso as nuvens vagam”. Abaixo, as crianças agitavam os braços, os pássaros planavam nas proximidades e Bani segurava com força a borda fofa. Agora a jornada não parecia mais assustadora - ele tinha um caminho e companheiros de viagem.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 5

Acima da floresta fria, as gotículas dentro da Nuvem começaram a se conectar, crescer e ficar mais pesadas. “Estou desmoronando de novo!” - gritou quando começou a chover. Mas Bani viu como a água dava água aos sinos murchos, enchia os bebedouros dos animais e lavava o pó das folhas. “Você não desaparece, você compartilha água”, disse ele. E Cloud sorriu pela primeira vez como um sorriso chuvoso.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 6

Algumas das gotas penetraram no solo até as raízes e outras foram coletadas em riachos finos. Um riacho ficou preso sob os galhos e Bani, junto com o castor, abriu caminho para ele. A água corria alegremente, conectando-se com outros riachos. No caminho, ela regou a samambaia, girou a pequena roda do moinho e devolveu o patinho à mãe. A nuvem os seguiu e reconheceu suas próprias gotas.

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 7

À noite, o riacho levou os amigos ao mesmo lago do jardim. Bani esperava ver a placa de “Fim”, mas a água apenas batia silenciosamente na costa. Amanhã o sol vai aquecê-lo novamente, o vapor vai subir, esfriar e virar nuvem, e depois voltar em forma de chuva. “A água não tem última parada”, percebeu Bani. “Há um grande círculo no qual cada parte do caminho é necessária.”

Bani e a Nuvem que esqueceu o caminho — Ilustração 8

Ao pôr do sol, a Nuvem repetiu solenemente o percurso: evaporação, gotículas na nuvem, viajando com o vento, a chuva, a terra e os riachos. Para ajudá-la, deu a Bani uma gota fresca, que não secou enquanto o ciclo foi lembrado. Em casa, Bani desenhou um círculo e colocou ali perto uma tigela com água para os pássaros. E à noite uma nuvem familiar flutuou sobre o jardim e sussurrou: “Até a próxima rodada, viajante”.